domingo, 24 de fevereiro de 2019

[Livro/ Tag Inéditos] Todas as cores do céu - Amita Trasi


Sobre a obra, Autora e Edição

Todas as cores do céu (2018), do inglês The color of our sky,  é um relato emocionante em duas vozes que retrata a Índia contemporânea, “mostrando como o sistema de castas explora os mais fracos e como o amor nos faz buscar a reparação para nossos atos mais horríveis, vencendo barreiras impenetráveis” (TAG - Experiências Literárias, 2018).
Em parceria com a Harper Collins Brasil, o clube de assinatura de livros TAG - Experiências Literárias presenteou seus associados na modalidade inéditos o best seller da estreante Amita Trasi traduzida por Caroline Chang no último mês de 2018. A obra foi sucesso entre os associados e chega à disposição do público brasileiro a partir de 1 de junho de 2019, também pela Harper Collins, mas desta vez com a tradução de Fátima Thomas da Silva.
Como é o costume, a arte da capa da publicação brasileira vem totalmente diferente da criada pela TAG, embora esta tenha mais semelhança com a capa da edição original em Língua Inglesa. Notei também que a sinopse da TAG entrega menos detalhes que a da edição de Junho, mas não deixa a desejar, outra coisa interessante que gostaria de acrescentar é que, aparentemente o título também tenha sofrido alteração para As cores do céu, segundo site da Amazon Brasil.
Independente das pequenas alterações, é uma obra incrível que considero o segundo melhor enviado da TAG - Inéditos de 2018 ficando atrás apenas de Fique Comigo da Nigeriana Ayòbámi Adébáyò. Apesar da diferença entre os temas, a ambientação e a trama, a TAG acertou duas vezes ao trazer obras que retratam culturas diferentes do que estamos acostumados a ler, que abordam temas sociais e que nos tocam das mais diversas formas.
Durante a leitura senti aquele gostinho familiar, a sensação de que eu já tinha lido algo no mesmo estilo e sim, a própria TAG recomendou a leitura de O caçador de Pipas (2005, Nova Fronteira), sucesso de Khaled Hosseini para quem gostou do livro e eu assino embaixo na recomendação, ambas as obras deixam a mesma sensação de tristeza, frustração e impotência em grande parte da narrativa, principalmente durante os capítulos narrados por Mukta, uma das protagonistas.

Sinopse

Aos 10 anos, Mukta é forçada a seguir um ritual de sua casta que, essencialmente, torna-a uma prostituta. Para salvá-la deste horrível destino, um homem a resgata e lhe dá um lar. Tara, filha  dele, cria um laço especial com a criança recém-chegada - um vínculo digno de irmãs. A amizade sofre um baque definitivo, entretanto, quando Mukta é sequestrada. Anos depois, vivendo nos Estados Unidos, Tara retorna à Índia para encontrar a amiga que, ao que tudo indica, foi submetida novamente à prostituição. Mas a extrema pobreza em Bombaim  se mostra uma realidade mais difícil do que Tara consegue suportar.


Ambientação e Background


Mais do que nos contar ou dar explicações acerca do conflito entre Índia e Paquistão, a obra de Amita Trasi nos mostra como o resultado deste conflito afetou a vida das pessoas comuns. Ela não perde tempo explicando teoricamente como o sistema de castas era injusto ou afetava a vida das pessoas, aprendemos isso acompanhado a infância de Mukta e a luta de sua mãe para poupá-la do destino de se tornar uma Devadasi.
As descrições da vila onde Mukta nasceu chegam a ser poéticas enquanto que a autora caprichou em transmitir o clima urbano de Mumbai, desde as moradias, o centro urbano e o estilo de vida indiano. Gostei particularmente da forma como o relacionamento entre as personagens é mostrado.
A história gira a partir do sistema Devadasi, muitas vezes definida como casta, era composta por  mulheres jovens que eram dedicadas à adoração e ao serviço de um deus ou um templo para o resto de sua vida, essas jovens participavam de uma cerimônia semelhante à do casamento indiano onde se comprometem com o deus e o templo, pelo que pude entender, esta tradição tornavam colocavam estas mulheres em uma posição semelhante às gueixas japonesas (obviamente com as diferenças e especificidades culturais) mas que, assim como elas, com o passar do tempo e a presença dos britânicos acabaram por tornarem-se prostitutas vivendo à margem da sociedade.

A busca de Tara por Mukta nos leva à parte feia da Índia, à pobreza, prostituição, tráfico de mulheres e crianças mas também nos deixa com uma lição de esperança e amizade.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

[Netflix/Filme] A vingança perfeita, 2018.





Sinopse: Vince e Alf, dois gângsteres de rua e assassinos implacáveis, estão trancados em um apartamento, esperando para atacar. Sujos, desgrenhados e entediados, estão presos há semanas e a espera os enlouquece. Enquanto isso, um professor moribundo desabafa seus arrependimentos com Annie, uma garçonete cética que é mais do que aparenta.




A Vingança Perfeita (2018), do original em Inglês "Terminal", tem um clima noir que nos remete a obras como Sin City (2005) e Suncker Punch (2011), não sei se essas são as obras apropriadas para fazer esta comparação, mas foram os filmes que vieram à minha mente a princípio. A paleta de cores adotada também me fez lembrar um pouco a cenas noturnas da Série Riverdale (2017), o vermelho, preto e cores fluorescentes são predominantes.

Classificado como suspense,  passamos 90 minutos acompanhando a garçonete Annie (Margot Robbie) em situações totalmente descontextualizadas do conhecimento prévio, a principio apresentada como uma coadjuvante, a personagem é a engrenagem que dá movimento à obra. Misteriosa, irreverente e arrogante, Annie é uma garçonete que faz companhia aos seus clientes tarde da noite, uma stripper que também é intermediária para negociações da máfia e uma figura misteriosa que pede perdão no confessionário.

As aparições de Annie levantam dúvidas sobre suas intenções e identidade criando uma teia de acontecimentos mostrados de fora para dentro os quais interligam os demais personagens até o final da trama, quando finalmente podemos compreender o papel de cada personagem e sua função nos planos de Annie.

O caminho é mais interessante que o destino. De fato, o desenrolar da trama instiga a nossa curiosidade em relação a conclusão, mas quando esta chega, surpreende e não surpreende ao mesmo tempo.

Como assim? O filme nos entrega uma narrativa que nos induz a certas conclusões, nos últimos minutos estamos até conformados em não ter resposta para tudo, só para sermos contrariados em seguida quando nos deparamos com um final que, apesar de clichê, é meio que desvinculado com o que estávamos esperando.

É um filme interessante de acompanhar, bonito de ver. Apesar de ter passado 70% do tempo confusa e tentando adivinhar o que realmente estava acontecendo, foi uma experiência boa voltar a ver uma narrativa não linear, e com uma ambientação relativamente familiar que me fez recordar obras como"Onde está Segunda?" (2017). 

O filme pode ser encontrado atualmente na NETFLIX.

Sinopse: Vince e Alf, dois gângsteres de rua e assassinos implacáveis, estão trancados em um apartamento, esperando para atacar. Sujos, desgrenhados e entediados, estão presos há semanas e a espera os enlouquece. Enquanto isso, um professor moribundo desabafa seus arrependimentos com Annie, uma garçonete cética que é mais do que aparenta.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

[Netflix / Dorama] "Meteor garden" é o novo "Boys over flowers"


Jardim de meteoros é uma série de televisão chinesa exibida pela Hunan TV entre 9 de julho e 29 de Agosto de 2018, estrelada por Shen Yue, Dylan Wang, Darren Chen, Connor Leong e Caesar Wu. É baseado no drama taiwanês homônimo e a série japonesa de mangá Hana Yori Dango escrito por Yoko Kamio. O drama tem 49 episódios e está classificado como comédia romântica.

Sinopse: O drama gira em torno de uma garota pobre totalmente comum chamada Dong Shancai, a qual é aceita de na universidade mais prestigiada do país. Ela encontra e entra e mconflito com um grupo de garotos chamado F4 , um grupo de garotos ricos e populares composta por Daoming Si, Hua Zelei, Yan Ximei e Feng Meizuo. Seu principal inimigo é Daoming Si, o lider do F4, que é mimado e arrogante, mesmo depois de se tornar o alvo favorito de Daoming Si, Chancai não se acovarda, tendo Hua Zelei como seu defensor. Eventualmente, o grupo reconhece a tenacidade de Chancai e passam a ser bons amigos, o que, posteriormente, faz surgir um romance.

Antes de falar sobre o dorama em si, é importante lembra que o mangá Hana Yori Dango já havia tido duas versões anteriores: Boys Over Flowers ( K-Drama) e Hana Yori Dango (J-Drama), ou seja,não é uma história nova, por isso, difícil de recontar. Jardim de Meteoros chegou à Netflix em 2018 e arrebatou os corações das dorameiras (os) mais jovens, em parte, acredito pela modernização da história feita na versão chinesa e do elenco lindíssimo. Uma das grandes diferenças que tenho notado nesta versão é que finalmente, Shancai, a protagonista conseguiu entrar na Universidade por meios próprios, sem depender de caridade ou recompensa por algo, além da protagonista desta vez ser um pouco mais participativa na trama, fato que me incomodava muito na protagonista de Boys over flowers, as coisas simplesmente aconteciam ao redor dela sem sua participação direta.

É uma série delicada, muito bem ambientada, é perceptível que desta vez deram uma atenção especial aos demais personagens, dando aos mesmos mais humanidade, as famílias são ricas, mas a trama não gira em torno das posses de cada membro do F4. Obviamente não consegue fugir do clichê Cinderela que os asiáticos tanto amam e muito menos daquele toque de Bela e Fera que o relacionamento do casal protagonista sempre tem, mas é um bom entretenimento, com uma trilha sonora original maravilhosa.
Boys over flowers está disponível no VIKI, Meteor Garden está disponível na Netflix e Hana Yori Dango não foi disponibilizado no Brasil de forma legal, mas você pode encontrá-lo no youtube e em sites de cultura asiática, assim como o anime homônimo.
É isto! Até a próxima, e vê se não maratona tudo de uma vez ;)



domingo, 13 de janeiro de 2019

[Perfil] Nerd do mês - Maura Isles


Olá, seja bem vindo querido leitor, a partir deste ano, todos os meses publicaremos o perfil de alguma diva nerd esquecida pelos leitores/fãs de séries e filmes. É tão difícil vermos na tela personagens femininas que não são apenas bonitas, mas inteligentes, perspicazes, mas não de forma estereotipada.
Escolhi a Dra. Isles para estrear esta série pois, desde aquela madrugada de plantão, anos atrás, onde só sintonizava a Globo na televisão do trabalho, eu me deparei com uma personagem tão bem elaborada, cheia de camadas que me apaixonei pela série, sofri quando soube da morte de um dos  atores coadjuvantes (LeeThompson Young) e quando, mesmo depois de tantos anos, a série homenageou o personagem do colega falecido em seu ultimo episódio.

Então, vamos lá?

Maura Dorothea Isles é a super inteligente médica legista da série Rizzoli & Isles (2010 - 2016). Interpretada pela norte americana Sasha Alexander (Dawson's Creek, NCIS, Missão Impossível III), Maura é a melhor amiga da detetive durona Jane Rizzoli e é a principal legista do Departamento de Polícia de Boston.

Dona de uma inteligência superior, a Dra. Isles foi adotada ainda criança por uma família muito rica e passou a maior parte de sua infância em um internato. Metódica, extremamente elegante e tagarela, Maura descobre sua origem ao longo da série; ao autopsiar um homem vitima de homicídio, descobre que o mesmo é seu irmão biológico. Fato que, consequentemente, a leva até seu pai, um criminoso irlandês.


Maura é uma biblioteca sobre saltos altos, sendo capaz de emitir fatos aleatórios e desconhecidos sobre os mais diversos assuntos, ela gosta de divagar. Uma das coisas mais curiosas e divertidas a seu respeito é que ela se recusa totalmente a "adivinhar" as condições da causa da morte das vitimas e se irrita muito quando Jane o faz. Para Maura é preto no branco, tudo tem que ser comprovado cientificamente, ela é bastante cética.

Quando questionada sobre a morbidez de seu trabalho, Isles sempre diz que prefere os mortos aos vivos, pois os vivos julgam, zombam e provocam, os mortos não. Maura escolheu a profissão também pelo minimo contato com pessoas vivas. Socialmente desajeitada, em certos momentos ela até mesmo admitiu ter medo do convívio social, mas a exposição frequente, devido sua amizade com Jane, ela acaba superando este medo.

Jane é uma influencia constante na personalidade de Maura durante toda a série, de modo que Maura, a qual antes não conseguia mentir, chegando até mesmo a hiperventilar quando o fazia, acaba por aprender a fazer isso com o incentivo de Jane. Chegando até mesmo a mentir frenquentemente para a amiga como forma de piada.

Nota: A série Rizzoli & Isles é baseada na série de livros da escritora sino americana Tess Gerritsen, na qual a Dra. Maura é descrita como alguém que leva seu trabalho muito a sério e não gosta muito de roupas de grife, ao contrario do personagem da série televisiva. Se você curte um romace policial, aproveita que a Amazon está com vários titulos desta série em promoção :3


Curiosidades: 

O toque do telefone de Maura é a Marcha Fúnebre de Chopin;
A personagem fala Sérvio fluentemente;
A médica é alérgica a ibuprofeno e morre de medo de uma bactéria carnívora;
Maura é esgrimista e coleciona selos.



sábado, 12 de janeiro de 2019

[Livro] Minha cozinha em Berlim - Luisa Weiss




No melhor estilo Julie & Júlia ( filme que inclusive é citado no livro), esta obra narra em primeira pessoa a história da jovem Luisa e seu relacionamento com a vida e a comida a partir de pequenas crônicas.

Minha cozinha em Berlim é uma obra deliciosa de fato, entretanto, não é um livro sobre culinária. Aos 36 anos, Luisa resolveu escrever sobre sua trajetória desde a infância até o momento no qual se tornou uma mulher adulta realizada. A obra se inicia ao relatar acontecimentos de quando a autora tinha apenas três anos de idade e já relaciona sua vida afetiva com a presença dos prazeres da comida. 

Desde jovem Luisa tem uma relação íntima com a comida e todo o ambiente afetivo em volta da cozinha, e é a partir de sua narrativa da sensação de estar na cozinha de Joanie, praticamente sua segunda mãe, que a autora revive sua vida com uma escrita leve e cheia de detalhes. Acabamos por nos envolver com seus conflitos e alegrias familiares, acompanhamos momentos de descobertas, como o prazer da leitura e da solidão vivida em Paris quando se é uma garota introspectiva, a descoberta pelo prazer da leitura, os amores e mudanças.

Quero destacar o fato de a autora descrever maravilhosamente os países pelos quais passou, sua escrita não só possibilita termos uma imagem visual torna possível sentirmos o clima de cada lugar pelo qual a protagonista passou ( Berlim, Paris, Itália, EUA). As receitas presentes no final de cada capítulo nos deixam com água na boca e torna a experiencia desta leitura ainda mais prazerosa.

O fato de a autora, assim como a Julie de Julie & Julia ter criado um blog para compartilhar suas receitas nos aproxima ainda mais desta, desenvolvemos uma empatia pela jovem que ainda não sabe bem o que fazer com a própria vida.

Este é um livro leve, para se ler com carinho e devagar. Voltarei a consultá-lo sem dúvida, não só para relar alguma crônica, mas para tentar recriar alguma receita. Recomendo.  

O ensopadinho da depressão é aquela comidinha confortável, as vezes uma receita básica da nossa mãe ou avó, que você prepara para si mesmo quando está sozinho e triste, é um alimento que te conforta e te lembra de casa. Em tempos de MasterChef, comprei esse livro por impulso em mais uma feira de livros aqui na minha cidade, um impulso do qual não me arrependo de forma alguma, um livro maravilhoso por um preço ínfimo.

Sinopse: É preciso coragem para virar a própria vida de cabeça para baixo, principalmente quando todo mundo acha você uma garota de sorte. Mas, às vezes, o que parece certo não poderia estar mais errado. Minha cozinha em Berlim é a deliciosa narrativa de Luisa Weiss, uma jovem romântica e confusa, viajante apaixonada, cidadã itinerante e cozinheira perfeccionista que decide jogar tudo para o alto – sua vida certinha em Nova York, o emprego dos sonhos e o namorado – para ir em busca de uma vida nova (e de um novo amor?) que traga de volta o gostinho de sua infância em Berlim. Uma bela e inspiradora história sobre como é preciso se entregar para seguir a paixão. Entre uma receita e outra, será impossível não se encantar com a honestidade, as vulnerabilidades e a belíssima escrita de Luisa Weiss – e ainda ficar morrendo de vontade de provar a torta de maçã com a massa mais leve de todos os tempos, a melhor salada niçoise do mundo, ou mesmo as surpreendentes endívias refogadas!


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

[Filme/ Opinião] Turma da Mônica Laços, precisava pintar o Floquinho?


Antes de começar esse post gostaria de deixar claro o seguinte:

Os animais não são objetos decorativos.
Os animais não são para o nosso entretenimento.

Deixando isso bem claro, você já viu o trailer do Live Action da Turma da Mônica? Sim, o quadrinho brasileiro que esteve presente durante toda nossa infância agora virou filme! Maravilhoso não é?
O trailer é lindo, fofo e tudo que o nosso coração saudosista poderia esperar, entretanto, um fato chamou atenção de alguns protetores no twitter na manhã de hoje: o floquinho, cachorro de estimação do cebolinha realmente estava verde durante as cenas no qual aparece no trailer. Opa peraí!

Verdade gente, essa fato gerou algumas discussões interessantes não apenas relacionado à este filme em particular, mas ao uso de animais no entretenimento. Não importa se o animal foi pintado com corante alimentício que não faz mal para a pele ou pelo do animal, se foi colorido digitalmente. O problema é a "moda" e a procura que surgirá após o lançamento do filme. Lembrando que já tivemos essa febre de animais coloridos no passado e sabemos que as pessoas em geral não colocam a saúde de seus bichinhos em primeiro lugar, os utilizam apenas como adereço ou tratam como se fossem brinquedos.

A discussão levantada sobre isso é: vocês já imaginaram o tanto de criança esperneando e chorando pra pintar o cachorro de verde? ou para adotarem um cachorro que seus pais não querem nem podem manter apenas porque é o cachorro do Cebolinha? Não pensou?

Sim, eu li uma pessoa dizendo que óbvio que a criança não vai querer um cachorro colorido só porque viu no cinema, claramente essa pessoa não convive com crianças. Eu sim, posso afirmar que não só as crianças como os pais, irão catar tutorial de como pintar seu cachorro na internet com papel crepom sem dar um minuto de atenção aos avisos de que isso faz muito mal para a pele do animal.

Caso você ache que esse pessoal todo da internet e eu estamos fazendo tempestade em copo d'água, recomendo este artigo de 2017 aqui "Game of thrones fans urged to stop buying huskies as number of abandoned dogs soars" 

"Os fãs de Game of Thrones foram advertidos a deixar de comprar huskies depois que o número de animais abandonados aumentou oito vezes desde o início do show. Os cães, que têm uma forte semelhança com os "lobos" que aparecem no épico de fantasia, são cada vez mais populares entre os devotos da série, mas caridade animal diz que os huskies são frequentemente descartados quando a novidade se esvai. Antes do programa ir ao ar em 2011, o número de huskies abandonados era de cerca de 10 por ano, de acordo com dados da Blue Cross, mas no ano passado o número atingiu 81."

Ah! Mas isso aconteceu devido ao grande sucesso da série, isso não ocorre frequentemente, mas em 1997 tivemos o seguinte "After movies, unwanted dalmatians".

Abrigos de animais em todo o país relataram aumentos acentuados no número de cães dálmatas indesejados neste ano, muitos deles dados a crianças como presentes no último Natal, após o lançamento do remake do filme "101 Dálmatas", da Disney. Alguns abrigos dizem que viram o número de cães abandonados mais do que o dobro e que temem que o problema só piore com o novo programa de televisão "101 Dálmatas", da ABC.

Ah! mas as pessoas não eram esclarecidas na época: The eco impact of Finding Nemo and Finding Dory

"A National Geographic estima que a demanda por peixes-palhaço como animais de estimação de aquário mais do que triplicou como resultado direto do filme. Um fundo de conservação criado para proteger o peixe-palhaço, SavingNemo.org, afirma que mais de um milhão de peixes-palhaço são colhidos anualmente de sistemas de recifes de coral para ir a aquários, com 400.000 desses peixes sendo enviados para os Estados Unidos. A extinção localizada está ocorrendo em algumas áreas; os recifes de corais freqüentemente capturados têm visto populações de peixe-palhaço diminuírem em grande quantidade."

Vivemos em um mundo capitalista onde as pessoas querem consumir, ostentar. Isso pode até não ser um problema para você, mas quando envolve uma vida que conta com você para tudo, não, não estou falando das crianças (haha);  como público consumidor temos que ter um olhar diferenciado para o produto que estamos prestes a consumir, será que você teria ido ao cinema ver Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra se soubesse que foram feitas tantas explosões em Petit Tabac, São Vicente e Granadinas que muitas espécies marinhas morreram? Ou que no primeiro filme do Hobbit 27 animais entre eles: cavalos, cabras, ovelhas e galinhas morreram por falta de cuidados e alimentação?

Pois é, cometi mais uma vez o crime de textão, mas era necessário. Ninguém tem prazer em apontar esse tipo de coisa, mas é necessário tocar na ferida. 

Mas Jesca não é pra ver o filme da Turma da Mônica? Eu quero! Poder você pode, mas você também poderia cobrar uma campanha da produção do filme para conscientizar a galera, coibir a adoção irresponsável, promover o bem estar animal, promover a adoção de vira-latinhas, ajudar ONGs de proteção animal. 

E faça sua parte também. Doe, ajude, adote.

Se você é da minha cidade, fica umas dicas de grupos que cuidam e protegem animais que eu ajudo sempre,  faça sua parte e tente ajudar também!



Leia mais em:

Por que você não deve tingir o pelo do seu bichinho? 
O perigo de pintar os animais
Animais no entretenimento
Qual é o preço que os animais pagam pela sua diversão?
Maus tratos a animais em filmes
Cineasta brasileiro escreve extenso artigo sobre os problemas do uso de animais no cinema

[Netflix/ Anime] Backstreet Girls: Gokudolls, 2018




Back Street Girls: Gokudolls é uma comédia bizarra baseada em um mangá seinen*, escrito por Jasmine Gyuh e publicado pela Young Magazine, revista responsável por mangás como GTO e Prison School, nomes já consagrados pelo público.  Apesar do nome, que nos faz imediatamente pensar na famosa boyband dos anos 90, os Backstreet Boys, podemos perceber já no primeiro episódio que o anime e a banda não são em nada relacionados. 

É legal dar uma quebrada em séries, animes, dramas mais densos com uma comédia e para isso recomendo muito esse anime no sense e divertidíssimo. Desde que vi Golden Boy, não tinha dado tantas risadas com situações hilárias e tristes pelas quais os personagens passam.

Sinopse: Três homens da Yakuza fracassam em uma importante missão, designada pelo seu chefe, e recebem propostas de punição. Entre elas estão: 1. Cometer um honroso suicídio, 2. Vender todos os seus órgãos, um por um, para benefício de seu chefe ou 3. Viajar para a Tailândia e realizar uma cirurgia de redesignação sexual, com o objetivo de se tornarem idols. Após um ano de treinamento e preparo psicológico, eles (elas) conseguem debutar e ganhar popularidade, criando inimigos e rivais ao longo do caminho enquanto se descobrem enquanto "cantoras".

Apesar de um tanto radical, a proposta do anime é bem diferente ao tratar temas sérios com comédia e apesar da falta de sentido no todo, acaba por explorar um pouco dos valores da máfia e das dificuldades enfrentadas pelos idols no mundo asiático.

Antes de finalizar gostaria de chamar atenção para a dublagem que é excelente e o trabalho de tradução que introduziu piadas nacionais o que faz com que o público desenvolva uma relação mais intima com a obra.

Gokudolls está disponível no catálogo da Netflix desde o dia 19 de Dezembro deste ano esperando pra te fazer rir.

Veja o trailer:


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

[Lista] Para ter um 2019 melhor e mais bonito

Eu odeio listas, elas me irritam e me dão a sensação de responsabilidade. Entretanto, elas sempre me tornaram mais eficiente, adquiri a capacidade de me preocupar com cada item e realizá-los na ordem e dentro do prazo que estipulei.

Com a esperança de que essa lista faça o mesmo por você, resolvi listar pequenas atitudes que mudaram a minha percepção de vida, a quais separadamente podem parecer pequenas mudanças de comportamento, mas que juntas podem fazer a diferença no seu jeito de perceber a vida.



1. ESQUEÇA. Não tenha medo de deixar algumas pessoas no passado, assim como a mágoa causada por estas. Carregar com você a mágoa e a tristeza causada por pessoas que não fazem questão em participar de forma positiva na sua vida não te trará nada de bom. Deixe-as para trás, esqueça.

2. DOE. Eu sei que o conceito de faxina de Ano Novo pode ser um clichêzão do qual todo mundo começa a falar no mês de Dezembro e, de fato, é um costume antigo até demais. Esta tradição milenar japonesa pode fazer milagres no seu espaço, e na sua vida. Então, que tal praticar os conceitos do ritual do O-osouji / Osōji (おおそうじ / 掃除) ao menos duas vezes por ano e além de limpar seu espaço, doar tudo que você não usou durante esse período (roupas, calçados, utensílios, e até mesmo móveis). Os objetos que você não utiliza pode fazer outra pessoa feliz.



3. SE DESCULPE. Perdoe a si mesmo. pelos erros cometidos, os equívocos, as falsidades, os preconceitos. Faça uma pequena autoavaliação, identifique quais sentimentos o levaram a tomar certas atitudes, assuma a responsabilidade pela pessoa que você foi, questione se você é o tipo de pessoa que planejou, desculpe-se e trabalhe para se tornar seu próprio ídolo.


4. NÃO COMPRE. Quando compramos objetos dos quais não precisamos pode parecer que estamos preenchendo um vazio de algo. Temos naturalmente essa necessidade de preencher espaços. Mas porque ter espaço é ruim? Deixe espaços abertos na sua casa, na sua vida para as coisas especiais que virão, consuma consciente e apenas efetue uma compra quanto possuir a convicção de que o objeto a ser adquirido é necessário e será utilizado.


5. SE APAIXONE. Tempo é algo sagrado, tempo é o que temos de mais precioso para presentear. Descubra uma causa para se apaixonar, dedique um pouco do seu tempo para ajudar um movimento do qual você tem alguma identificação. Seja presencial, online, ou por meio de doações, dedique-se a uma atividade altruísta.



É isto, pratique o minimalismo, o consumo consciente, se cerque de pessoas e objetos que te façam feliz e faça uma limpeza na sua casa e na sua vida.
Um ano novinho, cheio de possibilidades está batendo na nossa porta.
Você não vai querer começar o ano novo cheio de coisas velhas, ou vai?

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

[Dorama/ Netflix] Paixão Imprevista (2018)


O drama Chinês Amor Imprevisto (em Inglês, Accidentally in love) entrou no catálogo da Netflix agora no finalzinho do ano e a faixa etária recomendada está a partir dos 12 anos de idade. É classificado pela empresa de streaming como um drama a.k.a dorama romântico, mas poderia ser facilmente classificado como uma comédia romântica escolar.

Sinopse: Chen Qing Qing é uma jovem orfã criada pelo avô e filha de uma família rica que deseja desesperadamente evitar um casamento arranjado e encontrar seu destino de acordo com seus próprios termos. Esta delicada e divertida trama chinesa nos é apresentada no dia do suposto casamento casamento, quando nossa protagonista foge da cidade e vai se matricular na mesma faculdade onde seus pais estudaram se conheceram e se apaixonaram, na esperança de descobrir mais sobre suas mortes. Para evitar ser reconhecida pelos homens enviados por seu avô, e faz o seu melhor para se misturar com seus colegas de classe, entretanto, um de seus colegas de turma acaba por ser o famoso idol Si Tu Feng, alguém com quem ela teve vários problemas. Assim como Chen Qing Qing, Si Tu Feng quer seguir seu próprio caminho e fazer com que as pessoas ouçam sua música. Os protagonistas não começam seu relacionamento com o pé direito, brigando constantemente e causando problemas um ao outro. Mas a amizade, o companheirismo e o respeito que um desenvolve pelo outro acaba por transformar essa relação.

No Brasil, Paixão Imprevista chegou ao catálogo da Netflix este ano com seus 30 episódios repletos de comédia e romance que se passam em um ambiente universitário. Podemos conhecer também um pouco da pressão sofrida pelos idols.

Apesar de ter sido a primeira experiência com sua atuação, eu  gostei bastante a atuação da atriz jovem atriz protagonista Sun Yi Ning, ela soube ser divertida sem forçar e o mais importante, a caracterização foi totalmente rísivel, sem exageros, apesar do tom de comédia da obra.

O drama está cheio dos velhos clichês de sempre, mas é uma boa diversão, leve,  com uma história de amor derivada de uma amizade muito bonita. Paixão Imprevista deixa um calorzinho do seu coração. 

Checklist do dorama basicão

  1. Protagonista(s) rico(s) 
  2. Patinho feio 
  3. Ódio inicial entre o casal principal 
  4. Triângulo amoroso 
  5. Confusões escolares 
  6. Trauma no passado 
  7. Romeu e Julieta 
  8. Momento encurralada na parede 
  9. Trancados em algum lugar 
  10. Separação repentina decorrente de mal entendido 

domingo, 4 de novembro de 2018

[Prime Vídeo/ Filme] Tully, 2018

Sinopse: Marlo, mãe de três filhos, um deles recém-nascido, vive uma vida muito atarefada quando, certo dia, ganha de presente de seu irmão uma babá para cuidar do bebê durante a noite. Embora um pouco hesitante, Marlo é surpreendida por Tully, a babá.


Esqueça a protagonista fodona de Atômica (2017), neste delicado drama, Charlize Teron surge com 23 quilos a mais para mostrar o cotidiano de um dos momentos mais marcantes e complicados da vida feminina: a maternidade.

Apesar de claramente ser uma mulher que está "aguentando firme", Marlo consegue passar para o telespectador o cansaço de administrar uma carreira, um filho autista, uma filha que precisa de 
atenção, uma casa, um marido ausente e uma gravidez indesejada. 

As dificuldades de manter o filho na escola e o cuidado individual que o mesmo necessita e que Marlo tenta prover deixa claro que a protagonista é a engrenagem que mantém a família unida, quando o bebê nasce, as ocupações de Marlo como força motriz desse pequeno universo familiar se tornam demais para que a mesma possa lidar, cedendo então à oferta de seu irmão, em empregar uma babá noturna, para que a protagonista possa descansar.

Tully surge como uma brisa de liberdade, permitindo que Marlo finalmente possa voltar a respirar. Tully é uma alma livre de 26 anos, sem compromissos, de mente aberta e muito bem disposta, uma criatura que está disposta a ajudar Marlo a passar por esse momento tão complicado de sua vida onde a mesma se sente "vazia".

Este é um filme surpreendente que começa como mais um drama familiar, lento mas que evolui para algo voltado para a psiquê da personagem, evocando até mesmo toda a mística do sereísmo. Discussões importantes aparecem durante a obra como a depressão pós parto, a função paterna na criação e cuidado dos filhos, a individualidade da mulher enquanto mãe, e a romantização da maternidade.

O longa dirigido por Jason Reitman (Juno, Amor sem escalas, Garota Infernal..) tem 1h e 36 min e foi lançado no Brasil em Maio deste ano, pode ser encontrado pelo Streaming da Amazon, o Amazon Prime Video.

Recomendadíssimo. 







sábado, 3 de novembro de 2018

[Livro/ Tag Inéditos] - A vendedora de livros - Cynthia Swanson


Photography by @agarotaraivosa on Instagram



O terceiro envio da Tag - Inéditos para seus assinantes foi a obra surpreendente de Cynthia Swanson, A vendedora de livros (2015) nos apresenta Kitty Miller, uma mulher solteira e independente que, com sua melhor amiga, Frieda, dirige a livraria Sisters. Quando a noite vem, entretanto, a protagonista começa a sonhar com uma vida paralela, na qual é casada com um marido maravilhoso, é mãe de lindas crianças e vive em uma mansão. Em certo ponto da história, os dois mundos começam a se confundir, de forma que a protagonista e/ou o leitor não conseguem identificar qual a realidade.


Ao finalizar a leitura desta obra, corri para os grupos e fóruns querendo saber se as outras pessoas gostaram desta obra tanto quanto eu.

Para minha surpresa, li dezenas de comentários negativos, fiquei triste não nego, em alguns momentos tive a impressão de que alguns leitores não gostaram  da forma como o autismo de um dos supostos filhos da protagonista foi retratado, principalmente como o relacionamento entre mãe e filho se desenvolveu. As dificuldades enfrentadas pela protagonista em relação ao Transtorno do Espectro Autista de seu filho causou certa antipatia pela personagem.

Sinceramente não sei se fui deslumbrada pela leitura fluida e fácil, ou talvez por meu histórico com crianças portadoras do TEA e minha paixão por livros, mas particularmente gostei muito desta obra, a forma como a humanidade, as fraquezas e defeitos dos personagens foram mostrados  me encantaram.

Apesar de não surpreender, o enredo atrai ao descrever a cidade de Denver nos anos 60, não de forma física, mas o clima cotidiano e o ritmo que embalava a vida dos cidadãos americanos. A Vendedora de Livros me envolveu a cada capítulo,  cada angústia, impotência sentida pela personagem ao se encontrar perdida entre dias vidas. Questionamentos são feitos durante a leitura, acredito que esta é a intenção da autora, levantar questionamentos acerca dos desejos e escolhas da personagem. 

Qual das duas vidas é a real? Qual das realidades a protagonista deseja que seja real? Em ambas as realidades exitem perdas e ganhos, como leitores, nos resta descobrir qual das duas vidas é real juntamente com a própria Kitty. A autora, apesar de fornecer dicas durante a leitura, só nos revela a verdade em suas últimas, nos surpreendendo apesar do enredo previsível.

Eu realmente amei a Vendedora de Livros e sem dúvida é uma leitura para a qual retornarei, foi uma experiencia imersiva maravilha que pretendo reviver. Sem duvida uma bela escolha da Tag para seus associados.

Gostou? Confira a playlist criada pela TAG para este livro no Spotify!



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sábado, 27 de outubro de 2018

[Café] Um cafezinho italiano

Photography by @agarotaraivosa on Instagram

A cafeteria italiana produz um café encorpado (forte) e muito aromático, a máquina mais popular vem geralmente em forma de ampulheta, entretanto, podemos encontrá-la em diversos formatos e estilos. Apesar da diferença de estilos, o processo de preparo é o mesmo: a água na base aquece e a pressão do vapor passa através do café moído e esta pronto para o consumo. Infelizmente, o café em pó que compramos no supermercado não pode ser utilizado com a Moka, pois a moagem muito fina entope o filtro, para isso é necessário um café de moagem média ou seja, o proprietário da Moka deve, de preferência, adquirir um moedor de café. 

O moedor de café, assim como a cafeteira italiana possui diversos tipos e podem ser encontrados por diversos valores, entretanto, para aqueles mais práticos e que não possuem tanto tempo ou paciência, recomendo o moedor elétrico que hoje (Outubro/2010) custa cerca de setenta reais. Para os mais pacientes, aqueles que gostam relaxar preparando seu bom café, existem moedores manuais de cerâmica, madeira, e outros materiais que podem ser adquiridos com valores de vinte e cinco a duzentos reais.

Materiais:

  • Moedor de grãos
  • Café torrado em grãos
  • Moka/ Cafeteira italiana
  • Açúcar/ Adoçante à gosto

Modo de preparo:

1. Encha a base com água fria até o nível da válvula.
2. Encha completamente o filtro com café moído (25 segundos na máquina) sem prensar.
3. Certifique-se que todas as partes estão perfeitamente encaixadas.
4. Leve ao fogo médio.
5. Deixe a tampa levantada e quando o café começar a subir e a borbulhar, retire do fogo.
6. Sirva. Este café não deve ser armazenado em garrafas ou requentado esquentado.
6. Lave a máquina com água quente e deixe secar completamente antes de montar e guardar.

Dica:

Ao colocar a Moka no fogo, coloque um colher de sopa de água fria na parte de cima para que o café quente, ao entrar em contato com o metal, não adquira um gosto ruim.

Observações:

Sim, deu ruim na primeira vez que eu fiz. Usei pó de café normal, fui teimosa, e a água não conseguir passar do filtro para a parte de cima.

Se você não gosta de café forte, ou toma café em xícara de chá, a Moka não serve para você, ela faz apenas cafezinhos (Dependendo do tamanho da Moka, ela faz de 4 a 6 xícaras de café). 

Não tenha medo de encher completamente o reservatório, muito dessa água evapora e não vira café realmente.

Se puder, realmente compre uma Moka de boa qualidade, isso vai garantir que o passo-a-passo saia exatamente como na receita.


sábado, 20 de outubro de 2018

[Conto] Cabelos Molhados - Luís Pimentel


A seleção de 16 contos Cabelos Molhados (2006) faz parte da coleção Literatura para todos, criada pelo ministério da Educação do Governo Brasileiro especialmente para os estudantes do programa Brasil Alfabetizado (2003).

 A coleção Literatura para todos é composta por 10 livros representantes dos gêneros: Poesia, Conto, Novela, Crônica, Tradição oral, Biografia e Peça teatral, todos frutos de um concurso nacional lançado em 2005 pelo Ministério da Educação.

Cabelos molhados nos lembra a infância, neste livro, o baiano Luís Pimentel oferece ao leitor dezesseis contos repletos de humor, drama, suspense e ação. Histórias curtas, ficção que mais parece realidade pela maneira como o leitor com elas se identifica. É impossível ler esse livro e não pensar: "isso poderia ter acontecido comigo ou com algum familiar ou conhecido".

O primeiro conto da obra, que o nomeia, assim como os demais é um conto curto, que conta a história de Ananias, um homem que tem sua casa invadida pela polícia e demais autoridades da pequena cidade onde mora em busca de Almerinda, sua esposa desaparecida que todos alegam ter sido morta pelo mesmo. O conto apesar do tema, prende a nossa leitura do inicio ao fim e instiga nossa curiosidade, de modo que entre o começo e o final do texto mudei de ideia várias vezes quanto à culpabilidade de Ananias. Detalhe interessante é perceber as características interioranas e nordestinas do conto, desde as falas dos personagens até as descrições de objetos e eventos. 

No segundo conto " Prejuízo" e terceiro revisitamos nossa infância enquanto moleques arteiros de respostas rápidas e inteligentes. Todos fomos, ou tivemos aquele irmão, primo ou vizinho danado que de tão sabido* ganhava o amor de todos em volta. O terceiro conto acompanha a temática infantil de forma mais lúdica e poética ao narrar um acontecimento durante uma partida de futebol, denominado "Garrincha", o conto relembra a alegria de assistir uma partida de futebol ao lado do pai, enquanto cria uma ligação entre o pássaro Garricha que o falecido grande jogador Manoel Francisco dos Santos.

Cabelos molhados é uma leitura rápida, gostosa e que deixa os mais velhos um tanto nostálgicos, literatura brasileira de qualidade disponível para todos, o livro está disponível no domínio publico e para baixá-lo no formato pdf basta clicar na imagem abaixo.

Photography by @agarotaraivosa on Instagram


Sobre o autor


O jornalista e escritor brasileiro Luis Pimentel (1953) cresceu e teve sua formação básica na cidade de Feira de Santana de onde mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar teatro. Ali, contudo, dedicou-se ao jornalismo e à literatura.


Trabalhou em várias publicações e jornais, como O Pasquim (1976-1977), na Mad do Brasil, Última Hora, O Dia e outros.

Como escritor, é autor de dezenas de obras, em vários estilos, e dedicadas aos públicos infantil ou adulto, além das biografias de Wilson Batista e Luiz Gonzaga, havendo ganho vários prêmios literários. Foi, ainda, roteirista em programas de humor da televisão, como Escolinha do Professor Raimundo.

Seu trabalho também é voltado para a música do Brasil, havendo editado a revista Música Brasileira, que ainda encontra sua versão no meio digital.

Coordenou, também, a publicação de Paixão e Ficção - Contos e Causos de Futebol, no qual escreveu um texto, ao lado de figuras como Zico, Armando Nogueira, Aldir Blanc, entre outros.